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Conhecer Trancoso - Freguesias & Lugares

Freguesias & Lugares




Freguesias


Aldeia Nova

O povoamento é muito remoto, anterior ao séc. XII, com vestígios de castros nas Corgas, no monte das Lajeiras e Queiriz. O topónimo possui o designativo de Nova para o distinguir da outra povoação da freguesia ( Aldeia velha ) esta possivelmente anterior por formação do primitivo povoamento no lugar do Nogueirão. A região era propícia a defesa castreja, existindo muitas destas fortificações ao longo dos montes que se debruçam sobre os vales da Ribeira do Serobigo. Estas povoações constituíram freguesias independentes até aos finais do séc. XIX. Parece que um tal Soeiro Pais, fidalgo medieval citado no livro de linhagens, era filho de Paio Pires, da Aldeia Nova " a par de Trancoso ". na margem direita da ribeira encontram-se termas do Pisão, com nascente de água sulfurosa, usada no tratamento de moléstias de pele, fígado e reumatismo.

Foi um curato anexo à vigaria de S. João Baptista de Trancoso e da apresentação do vigário, no termo da mesma vila. Passou mais tarde a reitora independente, juntando-se duas freguesias numa única paróquia. Possui igreja de invocação do orago e Capela de Nossa Senhora do Rosário. Festejos ao Senhor dos Aflitos no domingo de Pascoela. parece ter vivido nesta freguesia, mais propriamente junto a Aldeia Velha no lugar do Serabigo o célebre Profeta e sapateiro Gonçalo Anes Bandarra ( séc. XVI ).Uma curiosa lenda, ligada ao penedo da Pinga ( um penedo com cerca de 8 metros de altura de onde brotam límpidos pingos de água ) diz que nele se encontra uma moura encantada que ali urina constantemente, o que tem evitado o povo beber daquela água. Esta Freguesia dista a 12km da sede do Concelho de Trancoso .


Carnicães

Freguesia. Orago Nossa Senhora da Calçada. Dista 10km da sede do concelho. Situada em vale, entre dois ribeiros, o que levou o pároco de 1758, padre Manuel José Henriques, a responder no inquérito: " a qualidade desta terra é ser munto quente por causa da sua intimidade ". é limitada por uma serra que vai desde o Vale de Mouros até aos Vilares. Povoamento muito antigo, com vestígios de construções castrenses. O general João de Almeida encontrou vestígios de um castro num pequeno outeiro onde está edificada a igreja, à margem esquerda da ribeira, que também julgou ser torre de vigília ou atalaia. Assim na opinião do insigne estudioso, a Atalaia do Arraial e a Atalaia da Devesa faziam ligação da povoação, através de torres quadrangulares, com as atalaias vizinhas.
Já no séc. XVIII possuía três capelas: uma de Santo António, outra Senhora da Assunção e Outra Senhora da Conceição. O antigo abade da igreja de Valbom , Diogo Dias, edificou neste lugar uma capela em honra da Assunção da Virgem, cuja escritura de lote foi feita em Trancoso a 1 de Setembro de 1622. O topónimo parece ser composto por dois vocábulos distintos : carne sinónimo de terra; cães assim chamados os mouros. Daí terra mouros ou limite da terra habitada pelos mouros. A igreja matriz é um templo de características românicas, embora edificada no séc. XVI o que faz indicar que um templo mais antigo aí existia. Festividades a Santo António realizadas no fim de semana a seguir a 13 de Junho.


Castanheira

Situada na margem esquerda da ribeira da Teja e na falda da Serra do Galgueiro. Aqui se desenvolveu, no séc XIX, uma Confraria do Rosário. O Mosteiro de Salzedas fez nesta povoação as primeiras aquisições, através do então abade D. João Fernandes, ao tempo em que esta freguesia se encontrava no termo de Sernancelhe. Seria depois integrada no concelho de Moreira de Rei, só passando a Trancoso com a extinção daquele, em 1855. No séc. XVIII, segundo a informação do Vigário de Santa Marinha, Francisco Tinoco, existiu nesta freguesia uma Irmandade de Almas da padroeira, sendo comenda do Conde de São Vicente. Dava igualmente relação de duas ermidas, de S. Sebastião e a de S. Domingos. A Igreja Matriz é de uma só nave, com torre sineira lateral, de duas ventanas. Realizam-se festejos à padroeira em dia indeterminado do mês de Julho.
O topónimo deve ter origem no próprio local onde fica situada a povoação, outrora um imenso souto de castanheiros. Terra fria, como a considerou o pároco em 1758, " que conserva no Inverno a neve vinte e trinta dias que faz muito dano à criação dos gados que sam ovelhas e carneyros ".
Foi um curato anual de apresentação do Abade de Santa Marinha de Moreira de Rei, no termo desta antiga vila do Concelho. As actividades económicas circunscrevem-se à agricultura, pecuária e fabrico de blocos de cimento, materiais de construção e transporte de mercadorias. Também existe um pequeno comércio, serralharia e café.


Cogula

Freguesia de um só lugar, indiscutivelmente de remoto povoamento, de que são testemunhos os vestígios de castros, situa-se na confluência das ribeiras das Moitas e de Massueime. Conforme descreveu esta terra o pároco do séc XVIII, " situada num pequeno monte " donde de " descobre a villa de Moreyra ". Designou-se primitivamente por Cagoula. Foi doada pelo Infante D. Pedro, ainda durante o reinado de D. Afonso V, seu pai, a Inês de Castro e aos irmãos desta. Antes disso, foi um ponto de defesa castreja, mais tarde fortificado pelos romanos, dando origem à povoação. Nesta freguesia foi encontrada uma lápide romana. O topónimo que, pela sua originalidade, não emparceira com outro semelhante no resto do País.

É certo que as gentes da Cogula contribuíram para o restauro das fortificações de Trancoso, sendo a Capela de Santa Luzia da Cidade sede do concelho, uma reitoria do lugar. Ao tempo o vigário de Santa Luzia vivia na Cogula, queixando-se que a vigaria de Santa Luzia estava muito desbaratada. Quando as muralhas do lado Norte do Castelo de Trancoso ruíram, corria o ano de 1584, foi reconstruído esse pano granítico pelos da Cogula, incluída a Porta da Traição e a Porta do Carvalho, conforme a gravação na ombreira da última das citadas portas. Não preenche grande rol o inventário arquitectónico da freguesia. Há de salientar a Igreja Matriz no centro do povoado.


Cótimos

O primeiro povoado teve origem no sítio dos Cótimos Velhos, junto ao Cabeço de Falifa. O general João de Almeida faz referências às ruínas de uma antiquissima fortaleza lusitana, precisamente na Falifa, cerca de 1Km da povoação. Encontrou " blocos ciclópicos e os alicerces de algumas casas circulares, características das construções urbanas desses recuados tempos ". A situação actual do povoado, refere-a o pároco do séc XVIII " quazi em campina com hum rocio no meyo, circuitado de cazas, donde se descobre o lugar do Acevo distante uma legoa. " Pertenceu ao extinto concelho de Moreira de Rei e foi um curato anual da apresentação do vigário de Santa Marinha de Moreira, no séc XVIII com uma renda considerada escassa de " seis mil e quinhentos reis , e uma fanega de trigo e dois almudes de vinho. "

Há quem suponha o topónimo proveniente de um nome próprio bretão, Coetmen, talvez de uma família de moradores que tivesse abandonado o primitivo povoado junta à nascente das águas termais. Passam pela freguesia as ribeiras de Massueime e dos Cótimos. Tem actualmente como monumentos a Igreja Matriz, uma Capela de São Pedro, uma de Santo Amaro e outra de São Sebastião. O cruzeiro no largo da povoação. Festividades de Nossa Senhora de Fátima a 13 de Maio.


Feital

Situada a 5km da margem esquerda da ribeira de Massueime. A sede da freguesia, situada numa encosta a Nascente, encontra-se separada de 1Km de uma anexa ( Garcia Joanes ) pela crista da serra do Feital. O castro da feiteira fica pouco distante do povoado. É anterior à ocupação romana, pelo que este terá dado o nome à povoação. Para a antiguidade do povoamento está o testemunho dos três túmulos antropomórficos do Casal da Fonte Grande, bem como a lagareta, uma ara e duas colunas cilíndricas em granito. Designou-se antigamente por Fetal. A quinta das Eiras desabitada actualmente, fazia parte do seu tempo. Deste extinto povoado, restam uma dúzia de habitações, um pombal de planta quadrangular e um forno comunitário. Os mais de cem abrigos dos pastores que se encontram espalhados pela serra, as casinhas, feitos com granito, são mostras de uma ocupação pastoril antiga.
Uma tradição, não confirmada, diz estar sepultado nesta freguesia o último Rei dos Godos, D. Rodrigo. Há mesmo um topónimo com o nome daquele Monarca a indicar propriedades rústicas. O abade do séc XVIII, respondendo ao inquérito que lhe foi feito, referiu duas capelas: uma de São Domingos a outenta passos da paroquia e a de Santo André a um quarto de legoa. A paroquia era anexa a Nossa Senhora da Fresta da Vila de Trancoso. Os principais prédios rústicos têm a designação de Bacelos, Barroco, Barroco do Borralho, Chão do linho, Fontainha, Lagar Velho, Pelicana, Talegre, Tapada do carreiro e Vessadinhos. Na povoação do feital estãoa  recuperar-se várias habitações para turismo rural e costuma-se realizar um Simpósio Internacional de Arte com a participação de artistas de várias nacionalidades.


Fiães

Situada em plano, o povoamento de Fiães deve ser remoto, como quase todas as povoações que cercam a cidade e fortaleza de Trancoso. Uns procuram a razão do topónimo no genitivo UIfila, de origem germânica, porventura nome do proprietário da primeira villa ( quinta rústica ), desde logo tratada por UIfilanis. Outros pretendem tirá-lo do étimo grego-latino phiãla, que daria Fiã ( no plural fiãs ou fiães ). Outros etimologistas apontam para fiada ou fiã, termo que se empregou para designar um vaso de barro chato e redondo.  O pároco do séc XVIII, era Francisco José. Registos do primitivo povoamento não se encontram, salvo as referências ao topónimo Castelo ( que não parece indicar existência de fortaleza e aos vestígios de casas circulares, telhas e objectos de cerâmica recuadas na época. 

Também junto à Capela de Nossa Senhora das Seixas se encontram sepulturas antigas de que se desconhece a origem. Da ocupação árabe que evidentemente se fez sentir, ainda persistem as lendas de mouras encantadas e os nomes que ainda hoje se dão ás concavidades na rocha e a certos blocos graníticos, como a casa da Moura. Do património Cultural edificado é de salientar a Igreja Matriz com imponente torre sineira de quatro ventanas e as capelas do Bom Pastor e da Senhora das Seixas, com festejos no último domingo de Agosto. Tem também uma capela de Nossa Senhora dos Remédios com festejos na primeira quinzena de Setembro. Festejos no dia do Sagrado Coração de Jesus.


Freches

Está situada num vale abrigado a única povoação constitui a freguesia. A povoação divide-se em três lugares, que se designam por Capela, Igreja ( Barranqueira e Rua do Soito e Adro ) e o Prado ( habitado desde o séc XIX). Chamou-se Frechas, com origem possível em frecha ou flecha. mais que o topónimo, é o facto de por aqui passar uma importante via romana que dá relevo à antiguidade e importância do povoado durante o domínio romano, de que resta um troço. Esta via tinha seu principio na cidade da Guarda, continuando pela Ramalhosa, Rapa, Ponte do Ladrão, Freches, Carnicães, Trancoso, Cunha e outras localidades, até Lamego. Também há a assinalar a presença de sepulturas antropomórficas no sitio denominado Terras Brancas. A freguesia pertenceu à Coroa, sendo o vigário apresentado pelo Padroado Real, conforma informa o Vigário encomendado Miguel Cardoso no inquérito que redigiu em 1758.

A Igreja de Santa Maria de Freches foi feita Comenda da ordem de Cristo, a qual durou apenas um ano. Do património monumental, referem-se: a Igreja Matriz, inaugurada em 1885, por ter " caído em ruínas a antiga " Está então situada no Largo do Adro onde está o cruzeiro; Capela do Divino Senhor das Preces (Nossa Senhora da Conceição), feita pelos Moradores no ano de 1650; Capela de Santo António; Capela de São Sebastião Capela do Senhor dos Aflitos, etc.


Granja

Não será recente a história desta freguesia, tanto mais que o próprio topónimo deve querer dizer que o lugar teria sido uma primitiva abegoria, quinta ou quintã pré-medieval, dadas as boas condições de cultivo que a sua situação em planície proporcionaria aos primitivos povos e habitantes castrejos. Essa situação foi classificada como riba-cudana, formada por esta freguesia com as da Cogula, Cótimos e Moimentinha. Foi honra do Mosteiro de S. João de Tarouca. Daí aventar-se ter sido esta uma " granja " daquele mosteiro e o próprio topónimo ter origem nesta comunidade cisterciense. Nesse caso, teria sido povoada nos tempos do Rei D. Afonso III, se atentássemos nesta factualidade. Porém, afigura-se ser muito anterior ao "bolonhês" , pois não seria certo a cobiça dos mosteiros por sítios desabitados, incultos e possivelmente bravios.
Perto da povoação, mas já no limite de Ervas Tenras ( Pinhel ) travou-se importante combate, no qual se defrontaram portugueses sob comando de Gonçalo Mendes de Sousa, Alcaide de Trancoso, contra os invasores leoneses. Depois de invocarem à protecção da Senhora dos Açores, saíram vitoriosos, pelo que todo o concelho de Trancoso, durante muitos anos cumpriu o voto de romaria à freguesia de Açores ( Celorico da Beira ). Tem porém uma bela e antiga Igreja Matriz, já memorável no séc XVIII com três altares: de S. João Baptista, de Nossa Senhora do Rosário e do Santíssimo. Para alem do templo principal encontra-se a Capela da Senhora da Aparecida. Há também um cruzeiro que o povo chama pelourinho.


Guilheiro

Situada no limite Noroeste do concelho, faz fronteira com o de Sernancelhe. O seu povoamento deve ser anterior à nacionalidade, como o prova a existência de um possível castelo, situado num pequeno outeiro, a uma cota de 893 metros de que só restam as ruínas. Segundo a opinião de alguns autores ( Veiga e Costa, por exemplo ) passava em Guilheiro uma via romana, secundária, da Guarda a Lamego, de que restam os vestígios de um troço entre as Arnas e o Cruzeiro de Guilheiro. O topónimo não adianta muito sobre a antiguidade do lugar, uma vez que ele próprio é de origem obscura. Algumas opiniões apontam para um nome próprio pessoal de origem germânica, Viliariu(s), enquanto outros apostam no antroponímico Gil Afonso.

Foi Vila, teve Casa da Câmara e Cadeia, tendo sido julgado em séculos anteriores ao XVIII. Foi comenda da ordem de Malta com jurisdição no cível e sob autoridade do comendador e sujeita ao crime de Sernancelhe. Teve Juiz ordinário, Ouvidor e Almocatel.Possui pelourinho encimado por uma cruz. Capela de S. Pedro, Capela de Santo António. Capela de Santa Barbara, em Agosto festejos de São Pedro. São dignos de visita os colossos graníticos do Castelo da Pena, a que andam ligadas algumas lendas


Moimentinha

Situada na margem direita da ribeira de Massueime, Numa campina, perto da serra que chamam Picota. Chamou-se anteriormente Moimenta ( do latim Moimenta, termo que na sua génese se encontra ligado a sepulturas antigas escavadas na rocha). Existem desses monumentos na sua área, o que pode indicar um povoamento muito antigo. pertenceu ao concelho de Pinhel ( freguesia de Póvoa D'El Rei ) e foi anexada como freguesia em 12-07-1895, voltando ao de Trancoso em 21-05-1896.

O Pároco citado, Cura anual apresentado pelo Abade de Santa Maria de Trancoso, refere a Igreja Matriz, de que era orago S. João Baptista, com três altares, bem como uma capela do Santíssimo Sacramento. Igreja Matriz, Capelas da Senhora dos Milagres e do Sr. dos Aflitos. Festejos no Domingo de Pascoela. Os principais prédios rústicos são designados por Barroco do Seixo, Cabeço do Marmelo, Cavaleiro, Maria Clara, Olgas, Picarrão, Piteira, Porteiras, Regatos e Tapada da Costa. Do alto da Laje da Sobreira descortina-se um vasto horizonte.


Moreira de Rei

Moreira de Rei teve o primeiro foral outorgado por D. Afonso III, corria o ano de 1255, documento restaurado no reinado de D. Manuel I, em 1512. Com alguma população, relevante em termos numéricos o então concelho compreendia as freguesias e paróquias de Santa Marinha, Santa Maria de Moreira de Rei, Espírito Santo de Moreirinhas, Nossa Senhora da Conceição de Valdujo, Santo André de Cótimos, Nossa Senhora da Graça da Castanheira, São Martinho do Terrenho e Nossa Senhora das Dores do Terrenho. Enquanto concelho, Moreira possuía Câmara e Tribunal. As Ruínas da antiga Fortaleza são impressionantes pela história que encerram, pelo aproveitamento de grandes rochedos no seu talhe e pelo que devem lamentar o abandono a que foram votadas.

De qualquer forma compensa-nos a presença de uma Igreja românica do séc. XII ( Monumento Nacional desde 1932 ) . Bem perto, o bonito e bem conservado pelourinho manuelinho, formado por uma coluna escavada, assente sobre cinco escaleiras e rematado com capitel de gaiola e sustentado por colunelos com o formato de cordames. Informa-nos um dos já citados Abades do séc. XVIII que a Vila de Moreira tinha casa de hospital, com Capela de São Lázaro gerida pelas religiosas de Santa Clara da Cidade de Trancoso. O visitante tem assim oportunidade de visitar umas das freguesias com maior parque histórico do concelho de Trancoso.


Palhais

Situada em plano, a um desvio da estrada Trancoso-Lamego cerca do Pendão, do rio Paus e do Távora. O topónimo parece não oferecer dificuldade, antes resultado do simples facto de ali ter existido algumas casas para arrumação de palha do mosteiro, ditos palhais. No entanto a primitiva povoação era da outra banda da ribeira. O termo Palhais, Reboleiro e Sebadelhe da Serra foram pertença da célebre D. Maria Pais Ribeiro, dita a ribeirinha, amante do rei D. Sancho I, de quem teve 6 filhos bastardos. Julga-se que no sitio onde se encontra a Capela Senhora da Ribeira existiu um Convento para terceiros regulares, fundado em 1460 por Frei Francisco da Ameixoeira, da Ordem Terceira da Penitência. A ermida com fama de muitos milagres era de Nossa Senhora da Conceição, que o povo designava por Senhora da Ribeira.

A romaria da Senhora da Ribeira não se extinguiu com o convento, pelos anos muito concorrida com os devotos na companhia dos seus rebanhos enfeitados. O Padre José Diogo, que assina a resposta aos inquéritos do séc. XVIII, respondeu que no dia da Ascensão vinham de romagem a Câmara da Vila de Trancoso, bem como as Câmaras de Aguiar da Beira e Carapito. No plano dos Quatro Ventos, no séc. XII, deu-se importante recontro entre cristãos e mouros. Como património monumental, pode-se visitar a Igreja Matriz de Santo António, bem como a Capela da Senhora da Ribeira. Festejos em Maio no dia da Senhora da Ascensão.


Póvoa do Concelho

Situada no planalto, na estrada que liga Cogula a Vila Franca Das Naves. Sabe-se que já no séc. XIII pertencia ao concelho de Trancoso e que no séc. X  fazia parte do rol das possessões da rica Condessa D. Flâmula. Há quem julgue o povoamento muito anterior a este séc. X, pelos vestígios encontrados de antigas construções, que se presumem de castelo medieval. No lugar da Sertã ou Certã ( Quinta do Prado ) parece ter existido um aglomerado populacional de origem romana. Encontraram no local restos de tijolo, mós de moinhos manuais e uma tégula com dizeres RVVS VIENSIS. Eclesiasticamente o Pároco do concelho era Cura, apresentado pelo Abade de Santa Maria de Guimarães da Vila de Trancoso. À Capela de S. Sebastião concorriam, no séc. XVIII, as gentes da então freguesia de Vale de Mouro no último dia das ladainhas de Maio. Nesse século, o Cura registava a existência de uma Capela da Senhora da Conceição.

Aqui nasceu Francisco Banha de Sequeira, fidalgo cavaleiro que combateu Tânger e Ceuta, pelo que foi nomeado tenente de mestre de campo, general da Corte e província da Estremadura. Foi também estribeiro da Rainha D. Maria. Estribeiro da rainha D. Maria também foi um seu descendente, neto, Francisco de Sequeira foi comendador da Comenda de S. Pedro de Trancoso.  Penedo da Vila, Serra da Povoa, Fonte do piolho, Casa do Alpendre, em cujas paredes se encontram esculturas de pedra com feição românica.


Reboleiro

Está situada em vale, entre dois montes, um a Nascente e outro a Poente. Um dos montes é designado por Encomiada, principia no Galgueiro e finda junto ás margens do rio Távora, enquanto o outro é designado por Ervedal e Cabeço do Pendão, com princípios no Vidual. Nesta serra do Galgueiro existe um penedo que é chamado de Pedra Cavaleira, a que o povo atribui curiosa lenda protagonizada por um melro e o dono da vinha que aquele ia desbastando, até ao dia que o proprietário, na tentativa de apanhar o melro com uma espada de cortiça, rachou o penedo ao meio. É povoação remota, anterior à nacionalidade. O topónimo, todavia, parece ser posterior, com origem no vocábulo reboleiro, que é uma espécie de castanheiro bravo. Foi também senhora e donatária desta terra a famosa " Ribeirinha " , Maria Pais Ribeiro, amante do Rei D. Sancho, o primeiro deste nome.

Em 1124 era do castelo de Sernancelhe, aí permanecendo administrativamente até ao séc XVIII. Em meados do séc XIX, Reboleiro fazia parte da freguesia de Palhais. A Igreja Matriz foi construída de novo em 1974, tendo sido equipada com torre de dez sinos electrónicos. Ponto turístico: Pedra Cavaleira.


Rio de Mel

Situa-se em terreno plano junto à estrada que faz ligação entre Trancoso e Lamego, na margem direita do Rio Távora e perto da sua nascente. O topónimo é comum à ribeira com cerca de 6km de extensão, que ali passa e desagua na margem direita do rio. Esta ribeira tem sido prosaicamente designada de Rio e, por ser boa a sua água de mel. Esta freguesia consta numa doação feita por D. Aldara Pinhel ao Convento de Salzedas no séx. XIII. No séc XIV era dos Coutinhos. (...) Em meados do séc XIX esta Freguesia abrangia os lugares de Rio de Mel, Batocães, Vila Novinha, Quinta do Ferro, Montes, Vila Curta, Gralhas e Boco. Eclesiasticamente, o conde Polovide era donatário da sua Igreja, no séc. XVIII, por ser senhor e apresentar a matriz de Santa Maria da vila de Trancoso.

Registe-se como património cultural e arquitectónico: Igreja Matriz; Capela da Senhora do Bom Sucesso, com festejos na Páscoa; Capela de S. Lourenço, com romaria a 10 de Agosto; Ponte Romana; Fonte do Carvalho e a sua nascente de água. A 5km da freguesia fica situada a Quinta do Ferro, que foi alvo de assalto no séc. XIX, na altura em que se encontrava de luto D. Maria José de Gouveia Araújo Coutinho e Mesquita ( da casa Caria e Belmonte ).


Sebadelhe da Serra

Situada a cerca de 5km da Ribeira da Teja. O povoamento é muito antigo, pré nacional, como o demonstra a arqueologia do Monte de S. Gens. O topónimo parece derivar de sabbatum, de origem romana. Foi povoação conhecida em tempos antigos por Sabadelli, conforme se lê na doação de D. Châmoa, em 960. Recebeu foral de D. Afonso II, em 1220, dado no Guardão, pouco depois da confirmação do de Trancoso. Foi vila e sede do concelho durante a idade média, mas já não existia como tal, no séc. XVIII e possilvelmente nem no séc. XVII. Um dos privilégios de Sebadelhe era o de possuir senhorio particular. Tinha então dois juizes de nomeação pelo povo, o que significa a importância deste lugar na época medieval. Nos finais do séc. XIX compreendia os lugares de Sebadelhe, Corças e Barralhada.

O Padre de 1758, Luís Aguiar, informa no inquérito que lhe foi apresentado que, ao tempo, Sebadelhe era Comenda da Ordem de Malta em Sernancelhe. Informava que existiam na freguesia as Ermidas de Santo António, de S. Miguel e de S. Sebastião. Sebadelhe possui uma Igreja Matriz com torre de dois sinos, lateral, bem como as Capelas de Nossa Senhora de Fátima. São dignos de visita as ruínas do castelo e castro ao qual só restam pouquíssimos vestígios, o Alto de Sangães, o da Trijolinha, os penedos de Alcaria e da Carga Alta e a chamada Fonte de Milho.


Souto Maior

Povoado anterior ao séc. X, chegou a ser um dos maiores povoados de Trancoso no séc. XVI, com uma das maiores populações do termo. O mais antigo documento a referir Souto Maior data do séc. XIV. O topónimo souto relaciona-se com o castanheiro abundante na zona. Em meados do séc. XIX, esta freguesia englobava os lugares de Souto Maior, Ribeira do Freixo, Porcas ( também designado por Aldeia de Santo Inácio ), Quinta das Fontes, Quinta do Peto, Quinta das Boiças e Quinta da Oleira. A paróquia era abadia do Padroado Real e na freguesia existiam as Ermidas de invocação de Santa Cruz, de Nossa Senhora dos Prazeres e de S. Lourenço. Durante os trabalhos na Igreja Matriz foi encontrado, oculto por um altar, um fresco do séc. XVII.

Em meados do séc XVIII faleceu Freí Luís da Estrela leigo observante da Ordem de S. Francisco, natural de Souto Maior e professor no Convento de Bragança, o qual, segundo o Pároco citado do séc XVIII, " morreu com opiniois de santidade ". É terra da naturalidade do general Belchior José Garcez que aqui se encontra sepultado. O inventário arquitectónico e do património resume-se à Igreja Matriz, Capela de São Lourenço o velho Solar dos Mendonça Falcão, sepulturas e lagaretas escavadas nas rochas. Uma passagem pelo miradouro das Laiginhas e uma visita aos moinhos de água são recomendados.


Tamanhos

Situa-se no declive de um monte chamado Cabeço Saído ou Cabeço dos Carvoeiros, a mais de 800 metros de altitude. Não oferece dúvidas ser a povoação sede de freguesia anterior ao séc. XII, antiguidade que se vislumbra na própria constituição dos topónimos de Tamanhos e nos das duas anexas, Falachos e Vale de Mouro. A origem do nome Tamanhos parece ser pré-romana. D. Lopo Soares e D. Vicente Fernandes possuíram propriedades nesta freguesia, tendo um deles doado ao Mosteiro de Salzedas, em 1235, algumas das suas casas e herdades do sitio. A Igreja era anexa da de S. Pedro da actual Cidade de Trancoso. O Pároco que respondeu ao inquérito do séc. XVIII, Cura António Ferreira de Moraes, afirmou ser costume na freguesia fazer-se uma procissão com cruz e ladainha na Capela de S. Pedro, pela conservação dos frutos e do gado.

Como consequência da inauguração dos caminhos de ferro em Vila Franca das Naves, a povoação de Tamanhos foi beneficiada com a construção da estrada desde o Chafariz do Vento à Estação e foi uma das primeiras aldeias a ser dotada com um posto de correio para recepção e entrega de correspondência. Fazem parte do património desta freguesia as Igrejas de Tamanhos, bem como as de Vale de Mouro e Falachos, para além da Capela de S. Pedro. É digno de visita o miradouro da Capela de São Pedro.


Terrenho

O Povoamento parece ser muito antigo. A 756 metros de altitude. Existem vestígios de edificações castrenses. O general João de Almeida supôs tratar-se, na origem, de um castelo medieval, dado passar pelo Terrenho uma estrada militar romano-medieval, que ligava Moreira de Rei com o castelo de Penela. Para além disso no testamento de D. Flâmula, consta a Penela ( castelo ) de Terrenho. Há todavia um documento do séc. XVI que pretende situar o povoamento da freguesia no reinado de D. Dinis. O topónimo parece ser uma aplicação do latim terrenu ou seja, terreno. A povoação teve fidalguia. Aqui se encontra o bonito Solar dos Condes de Avilez tendo à sua direita uma curiosa capela quinhentista (1547) com cobertura piramidal e rematada por um chapéu cardinalício.

Dentro da cerca deste solar há túneis formados por buxos, classificados de interesse público. O Pároco do séc. XVIII, tinha o título de Abade e, de seu nome José Sebastião, deu registo no inquérito que lhe foi proposto em 1758, de uma Capela de S. Sebastião ( actualmente removida devido à Barragem da Teja ) e uma Capela de Nossa Senhora da Assunção. Iventaria também a existência de cinco Fontes, não tendo achado em qualquer delas virtudes mais que " matar a cede ". Como inventário patrimonial de Terrenho temos a Igreja Matriz, Capela de Santo Amaro e o Solar dos Condes de Avilez. A Barragem da Teja e as suas margens.


Torre do Terrenho

Está situada próximo da margem da Ribeira da Teja. è povoado muito antigo, que teve a designação de Castelo de Terrenho, Torrinho ou simplesmente Torre. No sitio das Cabeças existem ruínas de uma torre, que se julga ter sido uma Atalaia, embora o general João de Almeida considerasse ter existido ali um castelo medieval, reconstruído sobre um antiquíssimo castro lusitano. Esta, segundo opinião dos investigadores, era a Torre origem do topónimo do lugar e freguesia. O acopolativo do Terrenho foi-lhe acrescentado dadas as proximidades com a freguesia daquele nome e para distinguir de outras localidades do País com igual topónimo.  O Pároco de 1758, na resposta que lhe foi imposta pelo cabido, além de referir a Torre como " huma antiga torre que dizem ser athalaya dos Mouros, os quais, por tradição se diz tinha a sua villa ou domicilio em hum sitio que hoje chamam Crasto ", disse ser Abade de uma Igreja do Padroado Real e informa sobre o mais distinto monumento da freguesia, que é a Capela de Nossa Senhora da Penha de França, mandada fazer por Luís Figueiredo Monterroio e Pinto em 1727. 

É digno de visita o Solar dos Brasis ou Solar das Fidalgas, que não chegou a ser convento de Freiras Franciscanas como se pretendeu. Trata-se de um solar barroco, com torreão setentista rematado a pináculos e tecto com caixotões profusamente ilustrados com figuras de Santos. A capela, contígua à casa, é um belíssimo exemplar de talha barroca, um dos mais abundantes do género no distrito da Guarda.


Torres

Situada num pequeno outeiro a uma altitude de 650 metros na margem esquerda da ribeira dos Carnicães. É povoado muito remoto, cujo topónimo deve ter origem em edificações castrejas ou torres de vigia. Esta povoação era citada num documento de D. Afonso Henriques, redigido em 1174, onde se encontra grafado Turres. Nesse documento se lê: que para esta fortaleza defensiva de mudou o tenente Pedro Rodrigo, por motivos de o Castelo de Trancoso se encontrar em ruína e muito assediado. Na orla ocidental da povoação um lugar de destaque até finais do séc. XIV. No séc. XVIII o lugar de Frechão, hoje incluído na freguesia, constituía paróquia independente. Pelo ano de 1732, o Cura de Torres, José do Couto Vasconcelos, informava como resposta a um interrogatório " de letra redonda " , sobre a existência de uma Ermida da Senhora do Desterro " fora do Lugar adonde chamam Estigueira ".

No inventário do seu património considera-se a Igreja Matriz, as Capelas de S. José e de S. Marcos ( com um miradouro ) e a Casa do Quintal Gonçalves. Esta freguesia foi em tempos dotada de uma escola primária, graças à acção benemérita de Manuel Martins, o qual instituiu um legado que impunha, com os seus rendimentos, custear a merenda das crianças frequentadoras da escola.


São Pedro (Trancoso)

Nesta freguesia urbana que engloba ainda os lugares de Aldeia de Santo Inácio ou Porcas, Ameal, Avelal, Courelas e S. Martinho, ergue-se o monumental Castelo de Trancoso, sentinela vigilante, considerado durante séculos o vértice mais importante do triângulo capital do sistema defensivo da Beira. Preenchendo os dois outros vértices, os castelos de Celorico e da Guarda.
A fortificação resistiu, no essencial, ao rodar dos séculos. A cidadela é defendida por cinco torres, cintadas por muralhas coroadas de merlões. A Torre de Menagem, junto do flanco sul, apresenta uma configuração invulgar, semelhante a um tronco de pirâmide. Este conjunto é rodeado por uma ampla muralha onde se abriam os diversos acessos à povoação. É na evocação da gloriosa história do Castelo de Trancoso, e no halo de tradições, dela poético complemento, que ainda hoje podem e devem ser contempladas essas muralhas e essas torres. Em momentos críticos da vida nacional, o do seu crescimento e o da sua definitiva autonomia, constituíram sólido reduto donde partiram para a defesa da Pátria alguns corações verdadeiramente portugueses.
Esta freguesia de S. Pedro é notável, para além da sua vetusta fortaleza, pelo seu magnífico conjunto urbano, o casco antigo, e uma multiplicidade de sinais do tempo, múltiplos monumentos e uma densidade histórica muito forte, nomeadamente ligada à sua feira, à sua população judaica e cristã-nova e a Gonçalo Annes, o Bandarra.
As reminiscências da permanência dos judeus por estas paragens são muitas. Chegados na segunda metade do século XIV, formaram uma vasta comunidade que aqui imperou até finais do século XVII. Referências importantes desses tempos são o Poço do Mestre e a Casa do Gato Negro, curioso solar ostentando na fachada de granito, em figuras relevadas, o Leão de Judá, as portas de Jerusalém e a preguiça, flagrantes testemunhos de ter sido a habitação de qualquer fidalgo judeu, a Casa do Rabi, ou a Sinagoga da colónia judaica.
Memórias mais antigas são trazidas pela Capela de S. Bartolomeu, de forma hexagonal e barroca, edificada em 1778 para invocação da veneranda Igreja de S. Bartolomeu, onde se celebraram as cerimónias matrimoniais de D. Dinis e da Rainha Santa Isabel, um dos factos de maior lustre e justo orgulho de Trancoso. O templo, primitivo, precioso monumento românico, situava-se junto da Igreja de Nossa Senhora da Fresta.
De remotíssima origem e inicialmente da invocação de Santa Maria do Sepulcro, a Capela da Senhora da Fresta terá sido fundada por Cardingo, oficial da corte do Rei Égica, em 689. Destruída ou deteriorada pelas inúmeras tomadas de posse entre mouros e cristãos, D. Afonso Henriques encarregou os Templários de a reconstruir, em 1162. Edifício de estrutura românica no século XVIII, a fachada e a torre, barrocas.
Ainda de feição barroca é a fonte da Vide, construída em 1812. Diz-se que quem dela beber três goles ficará sob tal encantamento que terá de vir morar na Cidade. No mesmo estilo, datada de 1770, a Capela do Senhor da Calçada está envolta pela curiosa lenda que diz crescer a barba ao Cristo pintado na cruz de pedra do altar-mor.


Santa Maria (Trancoso)

Santa Maria é uma das duas freguesias da cidade. Para além da parte urbana, constituem-na os lugares de Boco, Castaíde, Miguel Choco, Montes, Rio de Moinhos, Sintrão e Venda do Cepo. Esta última povoação foi outrora uma freguesia independente, sendo S. Tiago o seu orago.
No lugar de Venda do Cepo foi descoberto o mais antigo documento arqueológico da freguesia, o qual se revelou de grande interesse para o estudo da arqueologia no concelho. Trata-se de uma anta com apenas um esteio, tendo Maria do Céu Ferreira verificado que “o resto do monumento apresenta-se bastante destruído e responsável por este facto é a sua localização no quintal de uma casa, ora, a ameaça de destruição completa é evidente, além da acumulação de detritos na sua área”.
Em 1995, considerava aquela arqueóloga que “torna-se difícil, devido ao estado de destruição do monumento, caracterizar em pormenor o tipo de anta, os esteios estão já bastante fracturados, apenas o que julgamos ser o esteio da cabeceira continua de pé apesar da grande inclinação que apresenta. Parece-nos que a lage de cobertura da anta foi mexida e reaproveitada como patamar de uma casa”. Testemunho de outra época encontra-se junto ao tribunal. Trata-se de uma necrópole medieval com expressivo número de sepulturas antropomórficas.
Igualmente importante para o conhecimento da antiguidade do povoamento da freguesia é a sua toponímia. Topónimos como Vale da Laja, Chão da Laja, Vale da Estrada e Vale Escuro são deveras significativos. Mais interessante ainda é o topónimo Fraga do Mouro ou Fraga do Ladrão, o que presumivelmente revela um caminho muito antigo nas proximidades. Isso mesmo ficou comprovado depois de o Gabinete de Arqueologia ter procedido a estudo e limpeza do local, designando-o por Via do Sintrão.
Sintrão é o nome de um lugar situado ao nordeste da Cidade e que parece ter as suas origens numa Suintilani “villa”, derivação de Suintila. Este nome foi o de um rei visigodo, sem que isso dê margem a supor que se trata deste, apesar de ser provável já existir no seu tempo o mui vizinho castelo de Trancoso. Outro lugar da freguesia, este situado ao noroeste, é Castaíde, cujo nome provém do latim castaneli ou castaniti, locativo ou genitivo epexegético de “castanelu” ou “castanitu”. O topónimo Castaíde é da mesma origem de Castainço e Casteição, que existem nesta parte da Beira, apesar de fora dos limites do concelho. Dentro dos limites da freguesia de Santa Maria, no seu frondoso campo, nasce o Távora, rio que ao longo do seu curso banha muitos sítios paradisíacos. A Igreja de Santa Maria devia obediência à colegiada de Santa Maria de Oliveira, em Guimarães, apresentando os Condes de Povolide o seu Abade. Uma jazida desses condes, destruída recentemente, encontráva-se por detrás do altar do actual templo que em 1784 substituiu a igreja românica de 1171. No seu interior, é de salientar a decoração do tecto artesoado, de Isidoro Faria.
A Capela de Santa Luzia foi também uma das paróquias da Cidade já constantes do arrolamento de 1321. É um templo de estilo românico de transição, provavelmente do século XIII. Na fachada admira-se um portal de volta plena que pertenceu ao desaparecido Convento de Santa Clara e foi para aqui transferido em 1820. Uma cachorrada disposta ao longo da cornija percorre todo o exterior da cabeceira. O interior é de uma só nave, terminando numa abside triangular.
Convento aqui existente, e do qual hoje resta apenas a Igreja, foi o de Santo António de Trancoso, também conhecido pelo Convento dos Frades.


Valdujo

Encontra-se esta freguesia formada por três quintas designadas por Quinta da Igreja ( onde se encontra a matriz ), Quinta do Curral e Quinta do Cabeço, situada na prega de um vale ( daí a composição do topónimo ) e rodeada de cumes, de que se destaca o Cabeço Alto, onde se presume tenham existido castros. As três quintas são servidas por um ramal da estrada Trancoso-Vila Nova de Foz Côa, que no sitio das Corgas se divide em dois, um para Quinta do cabeço e Quinta do Curral e outro para a Quinta da Igreja. Povoação antiga, pertenceu ao extinto concelho de Moreira de rei, tendo existido na quintã da igreja uma primitiva basílica da invocação de Santa Maria. O seu povoamento foi reforçado no séc. XII ao beneficiar do aforamento de Moreira e seu termo, no reinado de D. Afonso Henriques.

O topónimo tem origem no vale onde se implanta o povoado e de ujo, espécie ornitológica rapace, tendo sido designada num documento de 1219, como Valle Hujio. A Igreja matriz situada num pequeno largo, num dos extremos da Quinta da Igreja, é de boa cantaria. Tem ainda uma capela de Santa barbara. Como interesse turístico há dois sítios da Lage caída e da Cova do Ladrão, este último ligado a uma lenda que se diz ter assistido ali a um salteador que, avisado por uma campainha colocada no caminho, assaltava viajantes.


Vale do Seixo

Esta freguesia está situada num pequeno vale, junto ao cume das Carigas, com o Monte do Seixo a nascente e perto da Ribeira de Massueime. A freguesia deve o topónimo a estes dois acidentes geológicos ( vale e Seixo ), em terra propícia à agricultura, de águas abundantes e lavada de ares. pela existência de vestígios de edificações castrejas nos cumes que rodeiam a freguesia, supõem-se ter sido remoto o povoamento dos lugares que compõem o seu alfoz, o que quer dizer que terá existido um primitivo núcleo populacional antes da Nacionalidade e naturalmente anterior ao séc. XII. No arrolar das hipóteses, a existência de um topónimo castelo, no lugar das Carigas, poderá servir de atestado de antiguidade a vale do Seixo, a que se junta o inventário de uma fonte românica na Quinta do Cristóvão, entre as três povoações.

Como é comum nas povoações do interior, o edifício que reúne maior valor histórico e arquitectónico é, em Vale do seixo, a actual igreja matriz, de uma só nave, com um altar barroco ornado e de colunas salomónicas. A imagem da Imaculada, muito valiosa, foi substituída por outra. Digno de se fazer menção é o Chafariz da Costa, de quatro bicas, com ininterrupta oferta de água abundante e cristalina. Foi feito pela Câmara em 1898. Ainda perto deste chafariz encontra-se a sede da Junta de Freguesia e casa do povo, inaugurada em 1996. Como visita recomenda-se a Fonte de Cristóvão e o seu recinto. Também é digno de ser visto o Lagar dos Mouros, o lugar do Outeiro, a Ponte medieval e as sepulturas Antropomórficas.


Vila Franca das Naves

Em Dezembro de 2004, Vila Franca das Naves foi elevada à categoria de vila.
Situada na margem esquerda da ribeira de Massueime e nas abas da serra do Penedo Gordo. O povoamento inicial parece ter alguma antiguidade. Já existia como povoado no séc. X e as edificações castrejas dominavam o vale onde assenta a povoação. Esses castros estariam circunscritos ao monte da broca. A 1,5 km a Norte da Povoação, encontram-se vestigios de um castro pré romano, em forma de lanços de muralhas e de amontoados de grandes blocos, muitos ainda encastrados nas fragas e restos de casas curculares. O topónimo era antigamente Vila Franca ou Vila Franca do Conde, por ter sido coutada do Conde de S. Vicente. O acoplativo das Naves está relacionado com o plaino onde se estende a povoação, como prolongamento do planalto da Nave. Em 1885 uma epidemia de cólera dizimou a maioria dos habitantes da povoação.

Em Maio de 1929, a Câmara Municipal criou um mercado quinzenal e feira anual na freguesia de Vila Franca Das Naves. Foi dotada desde cedo com telegrafo e telefone, primeiro que qualquer outra localidade do concelho. Pinho Leal refere-se a Vila Franca Das Naves dizendo que está situada " em ampla, vistosa e agradável planície, onde, antes da construção da linha, costumavam os amadores de caça correr lebres a cavalo e com galgos, por ser a campina aberta e prestar-se admiravelmente para aqueles divertimentos venatórios ". Este escrito data 1885, três anos depois de ter sido inaugurada a linha do comboio.


Vila Garcia

O povoamento é pré-nacional e, talvez de origem castreja. O topónimo deve ter origem numa herdade (villa), pertencente a um vilão de apelido Garcia. Em 1754, o Padre Manuel Saraiva da Costa mandou erguer uma capela da invocação de Nossa Senhora das Necessidades, a qual ficou pronta em três anos. Em meados do séc. XIX a freguesia compreendia os lugares de Vila Garcia, Quinta da Vela, Carigos (Carigas), Quinta do Cristovão e Vale do Seixo.

Não se deve perder o belo panorama que se desfruta da serra de S. Pedro onde também se encontra uma pedra colossal, com configuração de um sino, que o povo chama Sino dos Mouros. è um penhasco oco, com furos interligados e apoiado noutras rochas, permitindo entrar no seu interior. Colocando uma Vara em cada um dos buracos, ouvem-se sons muito semelhantes aos emitidos por sinos de tonalidades diferentes. Do património edificado salientam-se a Igreja matriz, Capela de Santa Barbara, Capela de Nossa Senhora das Necessidades e ponte Pré-Romana.


Vilares

Com o topónimo a ter origem num vocábulo latino villaris, tudo indica um povoamento antigo pré-nacional, numa zona fértil e abrigada, com uma cota de 500 metros de altitude (à excepção da broca ). Mas foi precisamente na Broca, porventura com intuitos de defesa, que se iniciou uma ocupação castreja, perto da nascente da ribeira do Minhocal e no sítio do Cabeço. No séc XVI, segundo o Cadastro da população do Reino, a Freguesia tinha cerca de 100 moradores e dois séculos cerca de uma vintena mais. (...)No se´c XVIII, em vez de uma única paróquia existiam duas a de Maçal da Ribeira, de que era orago Nossa Senhora da Assunção a de Vilares, com o orago da actual freguesia. Sé em 1886 era definitivamente constituida uma única freguesia, cujo termo ainda hoje se mantém com três povoações.

Nesta freguesia nasceu Frei Domingos de Santa Maria, religioso descalço, professo no Convento de Monsaraz, com fama de santidade, virtude e ilustração. também daqui natural foi Isidoro faria, pintor do séc XVIII, autor de painéis a óleo das igrejas de Santa Maria e de Moreira de Rei, Santa Maria de Guimaráes, entre outras obras que o notabilizaram como o " Pintor da Beira. " A Igreja matriz é um vetusto e bem bonito templo de cantaria arquitectura, bem como a antiga Igreja matriz de Maçal da ribeira, que é anterior à própria paróquia já extinta havendo quem situe a sua fundação em tempo anterior á ocupação muçulmana. capela da senhora da Graça, com sua torre sineira. Na broca há para ver a Fonte românica, a Capela e uma curiosa rocha com uma inscrição. Não é de esquecer uma passagem pelo museu etnográfico uma pelo parque de merendas ou até uma ida ás cabanas de pedra dos pastores.

 




Lugares


À-Do-Cavalo

A aldeia de " A Do Cavalo " lugar da freguesia de Moreira de rei. Dista 11km da sede do concelho e 5km da freguesia ao qual pertence. Foi inicialmente uma quinta medieval. Reza a lenda, como justificação fantasiosa do topónimo, que era donatária da terra uma dama que se fazia transportar no dorso de um cavalo e que o pároco de Moreira não iniciava a missa enquanto não estivesse presente aquela a que chamavam a-do-cavalo.


À-Dos-Ferreiros

Lugar designado por À-dos-Ferreiros,  Lugar da freguesia dos Cótimos, dista 11km da sede do Concelho e 4km da sede da freguesia. Diz a tradição que o topónimo provém da existência na primitiva quinta, de dois irmãos ferreiros. Capela de Santo Amaro.


Alcudra

Dista 6km da sede do concelho e 9km da sede da freguesia. Situada na parte inferior da Serra do Pisco ou do Almançor e cerca do Cume da Lajeira. O topónimo é de origem árabe. Presume-se ter ali existido um castelo, que alguns designam mesmo pela fortaleza de Amêndula. Em tempos existiu na localidade uma filarmónica original, cujos instrumentos eram fabricados artesanalmente pelos seus componentes. A povoação terá sido uma das populaturas da abastada Condessa D. Flâmula ( séc X ).


Aldeia de Santo Inácio

A Aldeia de Santo Inácio, é um lugar da freguesia de São Pedro ( parte ) e de Souto Maior (parte), pelo que se designava Porcas de Cima e Porcas de Baixo. Dista 3km da sede do concelho e 1km de Souto Maior. Actualmente com designação de Aldeia de Santo Inácio, esta povoação chamou-se Porcas, topónimo este que era atestado de antiguidade.


Aldeia Velha

Lugar da Freguesia de Aldeia Nova. Dista 8km da sede do concelho e 4km da sede da freguesia. Vestígios de castros lusitanos, como o da lajeira. A primitiva povoação ergueu-se no sítio Nogueirão, onde se julga ter vivido, numa cabana do Serabigo , o celebre sapateiro profeta Gonçalo Anes Bandarra (...) Foi freguesia independente, com orago de Nossa Senhora da Conceição. Possuía juiz de vara eleito pelo povo e aprovado pelo Senado da Câmara de Trancoso. No Pisão existe uma fonte que o referido pároco assegurou lançar "meya telha de agoa" e que os professores de medicina daquele século, asseveram ter muitas "vertudes medicinais". aproveitando da água ser quente para funcionar ali um pisão.


Barrocal

Lugar da freguesia de Fiães (Trancoso). Dista 7km da sede do concelho e 3km da sede da freguesia. De visitar as belas paisagens naturais, o vale profundo e a serra, também o visitante pode visitar a capela de Nossa Senhora dos Remédios.

 


Broca

Lugar da Freguesia de Vilares. Dista 10km da sede do concelho e 9km da sede da freguesia. Situado junto ao monte do mesmo nome ou Alto da Broca ( atitude de 813m ), perto da ribeira do Minhocal, teria sido um castro primitivo de origem muito remota. Foram ali encontrados vestígios da Idade da Pedra polida e da dos Metais, bem como alicerces de casas circulares. O topónimo, embora de origem desconhecida, poderá estar relacionado com brocal, guarnição de aço na borda dos escudos medievais. Capela de Santa Catarina.



Carigas

Lugar da Freguesia de Vale do Seixo. Dista 10km da sede do concelho e 1km da sede da Freguesia. O Povoamento do lugar é remoto e o topónimo parece ter origem germânica. Designou-se primitivamente por Queirigas. Capela de Santo António.



Castaíde

Lugar da freguesia de Santa Maria. Dista 6 km da sede do concelho. O topónimo, tal como Casteição ou Castainço, teve origem no latim castaneti, de castanheiro.

 


Chafariz do Vento

Lugar da freguesia de Torres, dista 3km da sede do concelho e 5km da sede da freguesia. (…) Chamou-se Chafariz do Bento por ser este o apelido do proprietário de um antigo chafariz e bebedouro para animais que se situava neste local.

 


Corças

Lugar da freguesia de Sebadelhe da Serra. Dista 18km da sede do concelho e 1km da freguesia. Conhecida antigamente por Vilar de Corças e por Vilar Seco. È pitoresco o chamado vale do Inferno, na Corga Alta, de onde se observa vasto panorama.

 


Courelas

Lugar da freguesia de São Pedro. Dista 1,5km da sede do concelho e freguesia, embora a vila de Trancoso e aquela freguesia com expansão para sul se tenha unido a esta povoação. Foi freguesia independente e da ordem de malta. A paróquia tinha como orago Santo Antão. O cura Manuel Eanes Pacheco, que paroquiava os Falachos no ano de 1758 refere que a Igreja tinha três altares:o maior , de Santo Antão; os colaterais de Nossa Senhora da Luz, com “imagem munto milagrosa “ e outro de S. Sebastião. A antiga igreja matriz é hoje a Capela de Santo Antão com festejos em Janeiro.

 


Dominga Chã

Lugar da freguesia da Granja dista 21km da sede do concelho e 2,5km da sede da freguesia. Situada no limite dos concelhos de Pinhel e Trancoso. O topónimo pode estar relacionado com o português proto-histórico quando existiam apelidos Dominguiz e Domininguiz. O complemento chã, com o significado de terra de cultivo, confirma aqui uma antiga possessão ou couto de um tal Dominguiz, hoje Domingos. Tem uma capela de São Jorge.

 


Esporões

Lugar da freguesia de Moreira de Rei. Dista 8,5km da sede do concelho e 2,5km da freguesia. O topónimo Esporões, decerto com origem muito antiga, teve como principio o vocábulo Asperonis, de Áspero. À semelhança de uma localidade de Braga, este Asperões é o genitivo de um nome pessoal.

 


Falachos

O topónimo desta localidade está relacionado com falacha e com castanha, fruto abundante na região. Foi freguesia independente da ordem de Malta, da comenda S. João Extra-muros da vila de Trancoso. Tinha como orago o Divino Espírito Santo nos colaterais; Nossa Senhora do Rosário e S. Sebastião. Tinha também quatro confrarias; a do Santíssimo Sacramento, a do Padroeiro, a de Nossa Senhora e do Santo Menino. Tinha também juiz vinteneiro posto pela Câmara de Trancoso.

 


Frechão

Lugar da freguesia de Torres, dista 6km da sede do concelho e 3km da freguesia. O povoamento é antigo, de origem castreja no monte de São Marcos. Este lugar de Frechão foi freguesia independente, era da Ordem de Malta e a paróquia estava anexa à igreja de S. João extra-muros na vila de Trancoso. Informa o cura a existência da Ermida da Senhora do Loreto, fora do lugar e sobre a existência de uma fonte, a Fonte do Ribeiro, “ que rega a mayor parte dos milhos deste lugar “ O ribeiro do Porto, que ao desaguar na ribeira de Freches tem o nome de Choco, junto à Quinta das Canadas possuía três moinhos. Capela de Santo Amaro. Em tempos os habitantes desta povoação eram conhecidos por indrineiros.


Freixial

Lugar da freguesia de Vila Garcia. Dista 14km da sede do concelho a 2km da sede da freguesia. Povoação muito antiga, situada entre dois montes declivosos, o do Seixo e o de São Pedro. O topónimo deve derivar de freixo e do latim fraxinale. Foi freguesia independente, cujo orago era Nossa Senhora das Neves. A então igreja matriz tinha três altares: o altar-mor da Senhora das Neves; os colaterais do Santo Menino e da Senhora do Rosário. Nesse tempo, o pároco de 1758 já dava conta de uma Ermida de Santo António, com romaria a 13 de Junho. Capela de Nossa Senhora das Neves.

 


Golfar

Lugar da freguesia de Moreira de Rei. Dista 4km da sede do concelho e 2km da freguesia. O topónimo da localidade é bem elucidativo da sua antiguidade, posto que pré-nacional, genitivo, com origem num possessor de nome germânico Wulfilariu, no termo do Castelo de Moreira. Capela de Santo António.

 


Garcia Joanes

Lugar da freguesia do feital, dista 9km da sede do concelho e 1km da freguesia, que se encontra separada por uma crista da serra do feital.

 


Maçal da Ribeira

Lugar da freguesia dos Vilares. Dista 15km da sede do concelho e 3km da sede da freguesia. Foi extinta em 28-08-1886, então como orago de Nossa Senhora da Assunção, no termo de Trancoso, sendo integrada na actual freguesia dos Vilares. O topónimo Maçal é muito antigo, talvez proveniente do vocábulo maçaal, do latim matianale , significando terreno de macieiras não cultivadas. Por maçal também se designa o soro do leite que resulta da batedura do queijo. Capela de São Brás.

 


Mendo Gordo

Lugar da freguesia de Torre do Terrenho. Dista 14km da sede do concelho.

 


Miguel Chôco

Lugar da freguesia de Santa Maria. Dista 5km da sede do concelho e freguesia. Povoação antiga, cujo topónimo é de génese obscura, a que anda ligada a lenda de um tal de Miguel a chocar ovos de galinha o que não parece corresponder à sua origem.

 


Moinhos das Cebolas

Lugar da freguesia de Moreira de Rei. Dista 5km da sede do concelho e 5km da sede da freguesia. O topónimo indica a existência de primitivos moinhos.

 


Montes

Lugar da freguesia de Santa Maria. Dista 15 km da sede do concelho. Capela de São Brás. Este lugar à beira rio, tem paisagens aprazíveis, com moinhos de água.

 


Moreirinhas

Lugar da freguesia de Moreira de Rei, dista 9km do concelho e 3 da freguesia. Como freguesia, com orago do Divino Espírito Santos, pertenceu ao extinto (1855) concelho de Moreira de Rei. È sua igreja e segundo o cura de 1758, Gregório Gomes Antunes, concorriam em romaria o pároco e fregueses de Valdujo, com cruz levantada no último dia das Ladainhas Gerais. Eclesiasticamente encontrava-se anexa da abadia de Santa Maria e Santa Marinha, ambas na então sede concelhia. Capela do Divino Espírito Santo.

 


Pisão

Lugar da freguesia de Moreira de Rei. Dista 6,5km da sede do concelho e 5km da freguesia. Inicialmente foi uma pequena quinta. Aqui existiu um pisão (aparelho para pisoar o linho em actividade nos inícios deste século), o que justifica o topónimo.

 


Quinta das Seixas

Lugar da freguesia de Fiães. Dista 4km da sede do concelho e 3km da freguesia. Capela de Nossa Senhora das Seixas. Junto a esta capela encontram-se sepulturas antigas, em granito, com cabeceiras viradas a Noroeste, apresentando um oríficio no lugar dos pés.

 


Ribeira do Freixo

Lugar da freguesia de Vale do Seixo embora parte da freguesia pertence a Souto Maior. Dista 2km da sede da freguesia. Conhecida em tempos idos por Vila do Freixo, aqui existiu uma albergaria, cujo conhecimento nos chega pela existência de escambo efectuado em 1393, mencionando-se nele Albergaria do Freixo. Capela de S. Lourenço.

 


Rio de Moinhos

Lugar da freguesia de Santa Maria. Dista 6km da sede do concelho. Tomou este nome das azenhas que existiram em todo o curso da ribeira.

 


São Martinho

Lugar da freguesia de São Pedro. Dista 5km da sede do concelho.

 


Sintrão

Lugar da freguesia de Santa Maria. Dista 7km da sede do concelho.

 


Valcôvo

Lugar da freguesia de Moreira de rei. Dista 6,5km da sede do concelho e 4,5km da sede da freguesia. O topónimo, aglutinando os elementos vale e covo, parece ter o significado de vale côncavo.

 


Vale de Mouro

È povoado muito antigo cujo topónimo pretende indicar a presença da ocupação serracena em recuados tempos, uma vez que nesta povoação ainda correm lendas que giram á volta de mouras encantadas, como supostamente existiam na Casa da Serpe, na Barroqueira e no Barroco do Seixo. Ao vale onde se situa, também juntam vale de Tição, por a tradição dizer que aí foi trucidado e queimado em azeite João Tição após ter sido capturado pelos mouros. O cura do Séc. XVIII refere: “ perto deste lugar está huma piquena serra (…) quaze em o meyo está uma fraga a que chamam o penedo de villa por daquele sitio se avistarem seis villas acasteladas e huma cidade.

 


Venda do Cêpo

Lugar da freguesia de Santa Maria. Dista 5km da sede do concelho. Situada na margem esquerda do rio Távora, é povoado muito antigo e foi sede de freguesia. O topónimo de origem igualmente antiga, deve referir-se à existência, no local, de uma antiga estalagem (venda) para viajantes.

 


Vendinha

Lugar da freguesia da Granja. Dista 22 km da sede do concelho e 1,8 km da sede da freguesia. Chamou-se primitivamente Venda. Parte pertence à freguesia de Pala, concelho de Pinhel.

 


Vila Novinha

Lugar da freguesia de Rio de Mel dista 11km da sede do concelho e 3km da sede da freguesia. Tem uma capela de São Lourenço, com festejos a 10 de Agosto.

 


Zabro

Lugar da freguesia de Moreira de Rei. Dista 6km da sede da freguesia e 3,5km da sede do concelho. Julga-se que o topónimo tenha origem zoológica, relacionado com um burro selvagem, actualmente extinto na região. Juntamente com o lugar de Casas tem festejos ao senhor da Pedra.



Fonte: Breve Monografia de Trancoso - Santos Costa



Data de criação: 04/01/2007 - 14:10
Última actualização: 15/05/2007 - 21:45
Categoria: Conhecer Trancoso
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